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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

कुँद्रिल्हा ओर्गानिज़दा अस्सेस्सोरा दिलम नोस जोगोस दे 2014





Governo paga R$ 6,2 mi por projeto da Copa que não saiu do papel Sindicato de cartolas recebeu dinheiro para cadastrar torcidas, mas a própria entidade diz não ter capacidade de viabilizar plano
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O governo federal repassou R$ 6,2 milhões a um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa do Mundo de 2014 que nunca saiu do papel. Sem licitação, o Ministério do Esporte contratou o Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa. O contrato foi assinado no dia 31 de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado, de uma vez só, em 11 de abril deste ano. O projeto, porém, jamais andou.

Foto: AE Ampliar

Ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi comanda entidade que assinou contrato

O Ministério do Esporte foi célere em aprovar o convênio, entre novembro e dezembro de 2010, com base em orçamentos e atestados de capacidade técnica apresentados pelo sindicato. O jornal O Estado de S. Paulo obteve os documentos. O negócio rápido e milionário teve um empurrão oficial de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva (PC do B) - de quem é correligionário no PC do B.

O convênio, que faz parte do projeto Torcida Legal, foi assinado por Reis e pelo secretário executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza.

As empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços do projeto nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas, dirigentes de clubes, que leva o nome oficial de Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol). Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio sindicato.

Ontem, questionado pela reportagem do jornal, o presidente do Sindafebol admitiu que a entidade não tem estrutura para tocar o convênio. "Dissemos ao ministério que nunca tínhamos feito isso. O sindicato não tinha experiência, e se colocou à disposição do ministério", disse ontem Contursi, ao justificar a paralisia do projeto. Os R$ 6,2 milhões recebidos, afirmou, estão parados numa conta bancária controlada por ele próprio.

O cartola admitiu que, diante das dificuldades do sindicato em cumprir as metas, a execução do contrato poderá ser "reavaliada", contrariando o discurso do governo de que tudo está dentro do planejado. O Ministério do Esporte alega que escolheu o Sindafebol, sem licitação, por ser mais "adequado" para tocar o projeto.

O convênio foi assinado em 31 de dezembro com vigência até o fim do ano. Em maio, porém, foi prorrogado até março de 2012.

BNDES já reservou R$ 2,7 bilhões para sete estádios da Copa
Banco estatal desembolsou até agosto mais de R$ 200 milhões para arenas que receberão os jogos em 2014

Danilo Fariello, iG Brasília | 01/09/2011 05:39




BNDES já reservou R$ 2,7 bilhões para sete estádios da Copa Banco estatal desembolsou até agosto mais de R$ 200 milhões para arenas que receberão os jogos em 2014

Com a aprovação do empréstimo para o estádio do Mineirão, nesta semana, chegou a R$ 2,66 bilhões o volume de recursos já reservado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar arenas da Copa do Mundo de 2014, segundo levantamento feito pelo iG até o fim de agosto.

As outras seis arenas que já possuem empréstimos contratados de até R$ 400 milhões são: Maracanã, no Rio (RJ); Vivaldão, em Manaus (AM); Castelão, de Fortaleza (CE); Cidade da Copa, em Recife (PE); Verdão, em Cuiabá (MT); e Fonte Nova, em Salvador (BA).

Veja abaixo como ficarão os estádios, conforme imagens divulgadas pelo Ministério do Turismo:
–/12


Natal (RN) já pediu recursos para a construção da Arena das Dunas, mas esses ainda não foram aprovados pela diretoria do BNDES dentro do programa ProCopa Arenas.

Leia também:

* BNDES aprova financiamento para Mineirão
* Nove estádios ficarão prontos até 2012, diz Dilma
* Copa 2014: Preocupação com sustentabilidade é chave
* Pelo menos cinco estádios da Copa 2014 já apresentam algum atraso

Ainda permanecem sem apresentar pedido de recursos junto ao BNDES os estádios Itaquerão (ou Fielzão, ainda a ser definido), em São Paulo (SP); Arena da Baixada, em Curitiba (PR); Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) e Mané Garrincha, Em Brasília (DF). Destes, apenas o Itaquerão ainda deverá solicitar acesso aos recursos do BNDES.

Das sete arenas que já tiveram seus empréstimos aprovados pelo BNDES, quatro delas já conseguiram a liberação de recursos que somam um total de R$ 203,8 milhões. Dessa quantia, já foram liberados desembolsos de R$ 57 milhões para Cuiabá, R$ 64,7 milhões para Salvador, R$ 11,8 milhões para Manaus e, nos últimos dias, R$ 70,3 milhões para Fortaleza.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CGU QUE QUE MINISTRO ORLANDO SILVA ESCLAREÇA CONVENIO FANTASMA




CGU QUE QUE MINISTRO ORLANDO SILVA ESCLAREÇA CONVENIO FANTASMA
www,aspascard.blogspot.com
www.antoniogilsondeo.blogspot.com


Orlando Silva repassou R$ 6,2 milhões
a projeto da Copa que não existe

Oposição vai pedir esclarecimentos sobre convênio assinado pelo ministro do Esporte
Do R7, em Brasília

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Ministro do Esporte Orlando Silva Copa 2014Fernando Dantas/Gazeta Press

Orlando Silva (em primeiro plano) terá que se explicar

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Não é de hoje que o Ministério do Esporte está na berlinda. E, desta vez, a oposição promete não dar trégua ao ministro Orlando Silva. No cargo desde abril de 2006, Silva assinou no final do ano passado um convênio no valor de R$ 6,2 milhões com um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa do Mundo de 2014 que nunca saiu do papel, segundo informações publicadas nesta quarta-feira (31) no jornal O Estado de S. Paulo.

Sem licitação, Orlando Silva contratou o Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa.

Segundo o ministro, houve dispensa da licitação pelo fato de que o Sindafebol teria conhecimento e experiência para realizar o trabalho. Ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo, porém, Mustafá admitiu que o sindicato não tem condições de cumprir o contrato.

No Congresso, a oposição já começou a se mexer para ouvir as explicações de Orlando Silva. O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, afirmou ao R7 que vai apresentar uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o ministro e pedir ao Ministério Público abertura de inquérito.

- Vamos convocar o Orlando Silva para falar nas comissões de Fiscalização e Controle e na de Desporto e Turismo. Isso já era esperado. Os problemas com ele se sucedem.

FPF se exime

Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, que também estaria envolvido no projeto, cedendo o cadastro dos torcedores que tem em mãos, foi ouvido pelo R7 e explicou a posição da entidade.

- Nós havíamos colocado nosso cadastro com mais de 45 mil nomes de torcedores à disposição, mas o outro lado não fez nada. A FPF, quando tomou conhecimento do que estava acontecendo [com o Sindafebol], suspendeu suas ações.

Sindafebol

No processo do convênio assinado com o ministério, o sindicato informou que subcontrataria, por R$ 3,3 milhões, a empresa Mowa Sports para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras coisas. Ainda de acordo com o jornal, a empresa afirmou que não assinou contrato com o sindicato.

A rapidez com que os R$ 6,2 milhões foram repassados pelo ministério também impressiona. A aprovação foi feita em tempo recorde, entre novembro e dezembro do ano passado. O documento tem a assinatura de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva.

O convênio, que faz parte do projeto Torcida Legal, foi assinado por Reis e pelo secretário-executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza.

As empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços do projeto nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas, dirigentes de clubes, que leva o nome oficial de Sindafebol. Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio sindicato.

Segundo Tempo

No começo do ano, Orlando Silva foi atingido por outra denúncia. De acordo com matéria do Estado de S. Paulo, o Ministério do Esporte publicou, em janeiro, um convênio de R$ 16 milhões do Programa Segundo Tempo com uma entidade dirigida por membros do PCdoB em Santa Catarina, partido ao qual Silva é filiado. A entidade não havia cumprido o prazo de convênio anterior com a própria pasta para cuidar do mesmo projeto.

Presidido por Rui de Oliveira, filiado ao PCdoB, o Instituto Contato teve seu contrato rescindido em dezembro, segundo decisão do ministério publicada no Diário Oficial da União, "tendo em vista o não cumprimento do objeto pactuado, quanto à realização das atividades constantes no Plano de Trabalho, e o não cumprimento das metas físicas e financeiras previstas no Plano de Aplicação".


quinta-feira, 14 de julho de 2011

COPA NO BRASIL CUSTA MAIS CARO QUE AS TRES ULTIMAS SOMADAS



29 / junho / 2011
Copa no Brasil custa mais caro que as três últimas edições somadas

O custo da Copa do Mundo no Brasil será maior do que a soma do total investido nas últimas três edições do evento, no Japão, Coreia, Alemanha e África do Sul. Além disso, se os orçamentos das obras dos estádios e de infraestrutura urbana e de transporte continuarem a ser reajustados para cima no ritmo atual, a Copa do Mundo do Brasil terminará custando mais do que todas as outras juntas.

A conclusão vem de um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal. A análise compara as cifras investidas pelos países-sedes em todas as intervenções que levaram a rubrica de "obra da Copa" dada pelos comitês organizadores.

Segundo o consultor do Senado Alexandre Guimarães, que ancorou seus cálculos em estudos feitos por institutos econômicos internacionais, as copas do mundo de Japão e Coreia (2002), Alemanha (2006) e África do Sul (2010) consumiram, juntas, US$ 30 bilhões (US$ 16 bilhões, US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, respectivamente), enquanto todas as Copas da história juntas teriam consumido US$ 75 bilhões. No Brasil, afirma Guimarães, os gastos atuais, segundo as autoridades de governo e empreiteras envolvidas nas obras somam US$ 40 bilhões.
Trata-se de uma previsão conservadora, baseada no que se espera consumir de recursos em obras que, em muitos casos, ainda nem começaram. Tais projetos costumam ser concluídos com gastos finais muito superiores aos previstos no início da empreitada. Nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007, por exemplo, o custo final foi dez vezes superior ao calculado no início das obras.

As obras para a Copa parecem estar seguindo o mesmo caminho. Os projetos de infraestrutura de transporte em Cuiabá (MT), por exemplo, estavam orçados pelo Ministério dos Esporte em R$ 488 milhões. Este seria o custo para construir apenas três corredores de ônibus.

Recentemente, porém, a autoridade estadual matogrossense achou por bem alterar os planos aprovados pelo governo federal, construindo, ao invés dos corredores, uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), orçada inicialmente em R$ 1,1 bilhão, em uma cidade de 500 mil habitantes e trânsito pouco carregado.

Já a reforma no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, que foi orçada inicialmente em R$ 700 milhões, já foi recalculada para R$ 956 milhões, e a obra só vai terminar em dezembro de 2012. Já a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), tinha um custo previsto no início da construção de R$ 591 milhões. Atualmente, com 18% da obra concluída, os cálculos estão em R$ 835 milhões. Trata-se de uma parceria público-privada (PPP), mas cerca de 75% do custo total será financiado por bancos de fomento estaduais e federais.

"O problema é que o governo brasileiro resolveu reorganizar o país todo às custas da Copa. Nossa malha aeroviária e de aeroportos carece de reformas e ampliações há anos. Agora, porém, tudo será feito às pressas e com prazo definido para estar pronto, o que naturalmente vai encarecer todas as obras", explica Guimarães.
Com exceção da Copa do Japão e Coreia, "quando foram construídos 20 estádios e estruturas para abrigar duas copas, uma em cada país", o evento mais caro foi na África do Sul (US$ 8 bilhões), onde, além de praças esportivas, foram construídos trens rápidos, rodovias e aeroportos.

"No Brasil, estamos fazendo a mesma coisa, que é a fórmula ideal para se gastar mais do que se deve em obras públicas que são necessárias", conclui o consultor.

Fonte: site UOL